Zé pequeno

 

por Ana Aranha

Quando nos conhecemos nas ruas de Porto Velho, ele olhava para baixo e tinha a voz tímida. Zé Pequeno era seu apelido, ele parecia mesmo franzino na cidade, com o uniforme cáqui que lhe fora dado pela usina para justificar o salário de segurança na Terra Indígena onde morava.

Na aldeia, demoramos a lhe reconhecer quando reapareceu para nos guiar pela floresta. Sem camisa, falava alto e apontava as tantas informações que via entre as árvores. “Zé Pequeno cresceu!”, brincou o fotógrafo.

Mas foi ele quem riu de nós quando nos encantamos com essa Samaúma. Foram muitas fotos. Repórter, fotógrafo e Zé Pequeno acabaram posando.

Misturado às raízes gigantes da Samaúma, Zé Pequeno cresceu ainda mais. Virou gigante. Ele olha que essa nem era das maiores: ele nos garantiu que outras ainda mais altas se escondiam na floresta. Tudo é questão de perspectiva.


Série numerada AHé

  • Série de 12 imagens de autoria de Marcelo Min

  • Fotografias realizadas em 2012 em viagem a Jaci Paraná (RO)

  • Curadoria: Marcello Vitorino (2017)
  • Impressão com pigmento mineral sobre papel 100% algodão Hahnemühle Photo Rag Baryta
  • Impressas no Espaço opHicina, em São Paulo
  • Tiragem: 2PA + 10 (para cada formato)
  • Formatos: 50 x 75 cm, 30 x 45 cm e 100 x 150 cm
  • Cópias assinadas e numeradas
  • Acompanham certificado de autenticidade

 


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