VIDA POSSível

 

por Ana Aranha

Depois de vagar por suas ruas desertas cheias de outdoors com a propaganda da usina já desbotada, paramos para respirar nesse campo, que era um dos poucos locais com movimento em Nova Mutum. O grande bairro planejado pela usina de Jirau fora erguido há pouco mais de um ano para abrigar os encarregados da obra e os ribeirinhos removidos de suas casas.

Era pra ser um dos raros locais com esperança no nosso roteiro. Mas a nova vila quase já não abrigava ribeirinhos – eles não se adaptaram à morada longe do rio. E não havia, tampouco, perspectiva de novas alternativas de vida em Nova Mutum. Fora os períodos de troca de turno, quando homens uniformizados faziam filas nos pontos de ônibus, a atividade se restringia aos pequenos serviços que trabalhadores e famílias conseguiam consumir.

Vazia, a estrutura já estava em frangalhos. Seus habitantes conviviam com os esqueletos da promessa. Nesse cenário, Min flagrou um raro momento da vida possível.


Série numerada AHé

  • Série de 12 imagens de autoria de Marcelo Min

  • Fotografias realizadas em 2012 em viagem a Jaci Paraná (RO)

  • Curadoria: Marcello Vitorino (2017)
  • Impressão com pigmento mineral sobre papel 100% algodão Hahnemühle Photo Rag Baryta
  • Impressas no Espaço opHicina, em São Paulo
  • Tiragem: 2PA + 10 (para cada formato)
  • Formatos: 50 x 75 cm, 30 x 45 cm e 100 x 150 cm
  • Cópias assinadas e numeradas
  • Acompanham certificado de autenticidade

 


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